Para quem gosta de utilizar os ensinamentos de SunTzu na sua vida e no dia-a-dia, por vezes deparo-me com situações que até me provocam admiração do quanto certas estratégias e teorias, realmente fazem sentido na nossa vida.
"Conhece teu inimigo e conhece-te a ti mesmo; se tiveres cem combates a
travar, cem vezes serás vitorioso. Se ignoras teu inimigo e conheces a
ti mesmo, tuas chances de perder e de ganhar serão idênticas. Se ignoras
ao mesmo tempo teu inimigo e a ti mesmo, só contarás teus combates por
tuas derrotas."
Obviamente não vou chamar um ALUNO de INIMIGO, mas a teoria aplica-se na perfeição nas situações da nossa vida e hoje tive um exemplo cabal disso mesmo.
Quanto trabalhamos numa escola, todos os dias da semana, durante anos a fio, existem certos alunos cujos comportamentos desviantes, por vezes nos fazem construir opiniões e condicionamentos de comportamento, mediante o que vemos o aluno/criança fazer.
Hoje cheguei ao ponto de construir toda esta divagação na minha cabeça, ao mesmo tempo que "Apoiava" um aluno com quem nunca tinha trabalhado antes.
Sempre vi este garoto como agressivo para com os seus pares; mal educado e desrespeitoso para os adultos; sempre a brincar sozinho porque a maioria dos colegas não o suporta; sempre a correr, sempre aos saltos, sempre muito descompensado, sempre a tentar fazer-se de engraçado ao mesmo tempo que se demonstrava absolutamente insuportável pelos próprios colegas. Um típico cliente da Ritalina aos olhos da psicologia atual.
Quando cheguei à sala para buscar os alunos destacados para trabalharem comigo hoje, a professora pediu-me que trouxesse outro aluno. Em vez dos 4 alunos que normalmente trabalham comigo a essa hora, a professora pediu ajuda neste em especial.
Não sendo obrigado a aceder ao pedido, achei interessante o desafio e recebi o aluno... Ele ficou receoso e eu admirado pela sua atitude. Afinal o mauzão, não estava assim tão seguro de si próprio.
Conforme os minutos de Apoio Exclusivo iam passando, a atitude do aluno foi demonstrando um aluno, que pouca gente conhece na escola: um aluno concentrado; interessado; que sabe interpretar; que sabe ler; que escreve sem erros; com uma letra horrível, por não estar estimulado para isso; enfim, um aluno que sabe o seu lugar e como não fazer barulho... mas... que sente que ser mafioso e mauzão é o caminho de ser respeitado, temido e com sucesso.
Mais importante que a mudança de atitude do aluno, senti eu na minha mudança...
São já 17 anos, a caminho dos 18 anos a trabalhar no ensino e continuo a espantar-me com os alunos e muitas vezes com as atitudes humanas, falíveis e impressionáveis que ainda continuo a ter.
Por vezes esquecemos-nos de como nós somos ("conhecer-nos a nós próprios") e por vezes criamos ideias sobre os alunos, ou falando de forma mais erudita, criamos um Efeito Pigmaleão (efeito Rosenthal), que condiciona as atitudes de qualquer docente, baseado nos documentos que se lê, nas coisas que se ouvem e episódios que se presenciam, mas sem realmente conhecer o individuo ("conhecer seu inimigo como a si próprio").
Uma vez mais um episódio que me ajudou a evoluir e ficar uma vez mais, desperto para certos erros que somos obrigados a fazer pela nossa natureza falível e facilmente moldável pelas condicionantes externas.
quinta-feira, 12 de março de 2015
domingo, 18 de janeiro de 2015
Mal preparado = Mau resultado
Vamos imaginar uma situação totalmente hipotética:
Um rapaz já com idade para ter juízo decide meter-se à estrada pensado que o termo "probabilidade de chuva de 12%", significaria exatamente isso, ou seja, muito baixa probabilidade de chuva.
É então que chega à IC19 a caminho de Sintra e cai uma carraspana de água, um tóró como dizem os Brasileiros, que não há casaco de proteções, não há calças tácticas, nem Jungle Boots que o protejam... Só mesmo o velhinho capacete modular lhe protegeu o cabelo... E só!
Agora, da-lhe leite quente com mel e um banho a escaldar, para ver se a gripe não piora.
domingo, 11 de janeiro de 2015
Era para se chamar "Cavalona"...
Quando
comprei a Daytona 125cc, pensei que estaria a dar um passo maior que a perna.
Eu
nunca tinha andado de mota (em caracter de permanência), e estava a atirar-me
para uma viatura do tipo Chopper, ou seja, muito old school, em que o condutor
está extremamente alongado e a mota é mais pesada que o normal, o que requer um
equilíbrio e esforço maiores do que se tivesse outro desenho e outra ergonomia.
Para
além de tudo isso, era aquela com a qual mais me identificava, e assim
continuei 3 anos, sem acidentes, sem problemas, sem ficar apeado e sem queixas
relativamente à minha montada. Esteticamente tinha tudo o que gosto, estrutura
baixa, pneu traseiro mais grosso que o dianteiro, estabilidade e conforto que
bastasse e muita margem de manobra para personalização. Contudo, a sua
capacidade de carga e de resposta deixava muito a desejar, cedo ganhou a
alcunha de “Magricela”.
A
sensação de ser muito “magrinha” surgia e o sonho de um dia arranjar uma outra
que realmente fosse mais “Cavalona” foi aparecendo. Uma mota capaz de atingir o
objectivo de poder viajar (sozinho ou acompanhado), muito para além do
objectivo inicial de só me levar (a custo), para o trabalho e para casa. É
linda mas pouco capaz de suportar o meu peso e as necessidades que foram
surgindo.
Afinal,
não se tratava de uma simples viatura de transporte entre a Residência e o
Local de Trabalho, passou a ser uma ferramenta imprescindível de deslocação
dentro e fora de cidade.
E
então chegou a OPORTUNIDADE. Com muita alegria minha, chega a oportunidade de
aquisição de uma viatura mais possante… nunca pensando eu que iria ser tão
marcante a mudança.
Foi
então que no meio de diversas procuras, diversos telefonemas e umas quantas
horas atrás do PC, que a minha Esposa encontra a candidata perfeita -Local: Loulé – Preço: Perfeito – Condição
da Mota: De Sonho – Características: Muito Melhores do que aquilo que eu
pretendia.
Surge
uma SUZUKI INTRUDER C800, muito estimada, quase a estrear, uma oportunidade que
logo foi agarrada: 4-stroke, 2-cylinder, Liquid-cooled, OHC,
45º V-twin , 805cc, 50hp/36.4k @ 6500rpms, 65Nm @ 5000rpms.
Requeria
uma viagem até Loulé (270kms), uma forma de transportar a mota e alguém que
ajudasse nessa tarefa… e é aqui que entram os amigos. Uns que eu não posso
referir e outros como o Marco Santos da KustomVille Customs, que me acompanhou
nesta viagem. Fizemos
a viagem durante a noite, chegados pelas 0h00 e as 1h00; dormimos na camioneta
(por causa de um cliente e amigo, que se deixou dormir e não ouviu o telemóvel,
tirando-nos assim a possibilidade de alojamento, comida quente e bebida fresca Hahahahahah);
montámos a burra na carrinha (curiosamente junto de uma Escola Hípica); fizemos
a viagem de volta... E fica assim o nome “Cavalona” a deixar de ter cabimento,
visto que a ligação afectiva à máquina (Ferro, na gíria motard), mudou muito e
fez criar a necessidade de algo mais afectivo, mais feminino, mais “fofinho”.
E
espero encontrar-vos por aí nas estradas com a Bra-ZUKI (uma mistura entre a
Matricula da viatura e a palavra SUZUKI). ;)
sexta-feira, 1 de agosto de 2014
A-B-C do Bom Coordenador - Reavivar velhas divagações
A-B-C do Bom Coordenador
Tenho andado a rebolar este texto na minha cabeça, há meses.
Com a experiência que tenho tido a nível de Coordenadores (tanto do lado de dentro como do lado de fora), achei que seria interessante o Ministério da Educação criar um manual de boas regras para orientar os(as) senhor(as) Coordenadores(as) dessas Escolas do País, que por vezes “aterram” nestes cargos e metem mais os pés pelas mãos que outra coisa.
1º Ponto (talvez dos mais importantes) – O bom Coordenador, não deve basear a sua personalidade e a estimulação do seu ego, no facto de ser Coordenador e de ter o direito de tomar decisões.
2º Ponto – Nas reuniões de Coordenação, o bom Coordenador, não deve veicular a sua necessidade de ser ouvido, monopolizando as reuniões com as suas histórias e suas experiências, como que para provar que é merecedor do cargo. Numa reunião, quem fala demais, chega ao ponto de falar sozinho e quase ser ignorado pelos restantes. Uma voz demasiado ouvida, é como martelo pneumático que passa a ser ruído em vez de algo que mereça real atenção.
3º Ponto – O bom Coordenador, não deve ir para reuniões de Coordenação despreparado e sem noção dos assuntos de serão abordados. Deverá estar bem orientado, e ter organizado e estruturado alguns pensamentos sobre os assuntos a abordar, em vez de improvisar na hora e tentar soluções de recurso.
4º Ponto – O bom Coordenador, deve criar canais de comunicação bem visíveis e ter a certeza que os utiliza para que as informações lhe cheguem na perfeição e partam dele com a maior facilidade possível.
5º Ponto - O Coordenador decente NUNCA chama de incompetentes os seus colaboradores e nunca afirma que os seus trabalhos não prestam ou são "nada". O respeito pelo trabalho, pelas capacidades alheias e pelos indivíduos em si, deverá sempre ser tido em consideração, de forma a não provocar possíveis bloqueios em futuras tarefas e a manter um bom ambiente entre pares. Por vezes a necessidades de desmerecer os seus colaboradores resultante de um "ponto 1" mal atingido.
6º Ponto – Normalmente a verdade tem diversas versões, o bom Coordenador deve ter a certeza que ouve o máximo de versões possíveis, para não ficar com ideias erradas e “monogâmicas” sobre um qualquer assunto. Concentrar o veiculo de informações num só elemento, por vezes, provoca distorções graves na informação recebida.
7º Ponto – O excelente Coordenador, não deve deixar absorver-se por sentimentos de orgulho, de vingança, de inferioridade, de incompetência ou de algum qualquer trauma, que o levem a tentar abater ou prejudicar elementos da sua coordenação, que demonstrem mais capacidade do que ele próprio. Um cargo de autoridade e hierarquia superior, deve ser absorvido com o máximo de respeito e de sensatez possível.. tanto a nível interno/individual como a nível externo.
Sobretudo um Coordenador consciente, deve ter sempre em consideração que “O que sobe, tem de descer… e pode sempre CAIR.”
Com a experiência que tenho tido a nível de Coordenadores (tanto do lado de dentro como do lado de fora), achei que seria interessante o Ministério da Educação criar um manual de boas regras para orientar os(as) senhor(as) Coordenadores(as) dessas Escolas do País, que por vezes “aterram” nestes cargos e metem mais os pés pelas mãos que outra coisa.
1º Ponto (talvez dos mais importantes) – O bom Coordenador, não deve basear a sua personalidade e a estimulação do seu ego, no facto de ser Coordenador e de ter o direito de tomar decisões.
2º Ponto – Nas reuniões de Coordenação, o bom Coordenador, não deve veicular a sua necessidade de ser ouvido, monopolizando as reuniões com as suas histórias e suas experiências, como que para provar que é merecedor do cargo. Numa reunião, quem fala demais, chega ao ponto de falar sozinho e quase ser ignorado pelos restantes. Uma voz demasiado ouvida, é como martelo pneumático que passa a ser ruído em vez de algo que mereça real atenção.
3º Ponto – O bom Coordenador, não deve ir para reuniões de Coordenação despreparado e sem noção dos assuntos de serão abordados. Deverá estar bem orientado, e ter organizado e estruturado alguns pensamentos sobre os assuntos a abordar, em vez de improvisar na hora e tentar soluções de recurso.
4º Ponto – O bom Coordenador, deve criar canais de comunicação bem visíveis e ter a certeza que os utiliza para que as informações lhe cheguem na perfeição e partam dele com a maior facilidade possível.
5º Ponto - O Coordenador decente NUNCA chama de incompetentes os seus colaboradores e nunca afirma que os seus trabalhos não prestam ou são "nada". O respeito pelo trabalho, pelas capacidades alheias e pelos indivíduos em si, deverá sempre ser tido em consideração, de forma a não provocar possíveis bloqueios em futuras tarefas e a manter um bom ambiente entre pares. Por vezes a necessidades de desmerecer os seus colaboradores resultante de um "ponto 1" mal atingido.
6º Ponto – Normalmente a verdade tem diversas versões, o bom Coordenador deve ter a certeza que ouve o máximo de versões possíveis, para não ficar com ideias erradas e “monogâmicas” sobre um qualquer assunto. Concentrar o veiculo de informações num só elemento, por vezes, provoca distorções graves na informação recebida.
7º Ponto – O excelente Coordenador, não deve deixar absorver-se por sentimentos de orgulho, de vingança, de inferioridade, de incompetência ou de algum qualquer trauma, que o levem a tentar abater ou prejudicar elementos da sua coordenação, que demonstrem mais capacidade do que ele próprio. Um cargo de autoridade e hierarquia superior, deve ser absorvido com o máximo de respeito e de sensatez possível.. tanto a nível interno/individual como a nível externo.
Sobretudo um Coordenador consciente, deve ter sempre em consideração que “O que sobe, tem de descer… e pode sempre CAIR.”
quarta-feira, 30 de julho de 2014
domingo, 29 de junho de 2014
quinta-feira, 29 de maio de 2014
BE FORMLESS
Once a great man said: "Be like
water, my friend..." in the case of a Teacher or of a Leader, we can never
preconceive any ideas until we are sure to have listened to your team, to your
staff, to all the intervenient that can give a good input on your choices. But
then, we must BE OURSELVES... people that try to be someone else, can´t
maintain a different persona for long.
That’s why we must be water. If we
have to flow, we flow, we continue with whatever obstacle we find and BECOME
the way, BECOME the route to overcome the obstacles and the problems… but if we
must crash, we will have to crash and bring it down with force.
Whenever I talk about Martial Arts, most people
ask me about which Dan and which Belt was I in. And this happens especially
about Karaté. Most of these people unknowing that in Capoeira there’s also different
cords (not a bet, but cords with different colors to show your level), in
KravMaga there´s the school symbol with different colors, and so on. This is to
say, that in each Martial Art there’s a differential between the level of the
student or of the master.
In my life, I never had been interested in achieving
the top of any martial art. Never had the dream of culminating any of the many,
many, many interests I’ve came across. Why? I got bored too soon, I try to live
the most of the things I try, I concentrate in absolving as much as possible
almost in a sick kind of way… I breath, I eat, I dream of that thing, until it
comes repetitive over and over and over again, so I understand there´s nothing
new to give me… just consistency. Doing the same thing someone invented a millennium
ago, was not my objective, though I respect the effort it takes to evolve in
Karate and in other Martial Arts that live that way.
In Martial Arts and in most things in life, if
you want to be THE BEST, or if you aspire, or need to be THE BEST, you need consistency.
You need the have a plan. You need to maintain your objective, your goal and
never back down. The objective must be so powerful in your life, so overwhelming
that will give you strength to continue and to prevail. Personally, I never
found one. Never found something so gigantic inside of me that would erase all
else.
Which was what most of times, happened to me. I
loved Karate, until the day I was in a Karaté match with someone better than
me. He won. I saw my mistakes, and got to the conclusion that there was no way
for me to get better at that point. I got unsecure/unsure with my knowledge about
Self Defence. One touch was one Ippon. I could take that Ippon and continue
fighing… which was strange. It’s very difficult to take down someone, with one touch
like that. So I tried Capoeira (the only Martial Art I got my hands on, in such
short notice…).
Capoeira brought me another difficulty. In my opinion
too much equilibrium was at stake, if you fell down once, you had a problem. And
you had to be physically fit all the time. And training a lot, and having a
group of friend, and so on.
Then came MuayThai and Boxe (same teacher in
both classes), in Gracie Barra Lisbon. This kept my interest for over 2 years,
not because I was learning new things, but because it was fun to hit that hard
and good for letting out steam and stress. Now we had a hard hitting, hard
defending, stable stance style that could make me feel somewhat secure about
how to defense myself without putting me in more harm’s way. But still, it was
made for ring fighting, not street, not everyday problems, but great fun and
great challenge.
That was when Krav Maga came to action. My
favorite for over a year, and made great friends specialized in Krav Maga… It
had it all: hard hitting, hard defending, sometimes simultaneously… great
stance, great equilibrium, great common sense… in MY opinion the BEST way to
feel secure in the streets.
NOW I’m doing my first steps in a newer
style/method of Personal Defence… KEISY. Not a style for military situations,
nor security… I´m not going to talk about it right now, not my objective at the
moment. My idea is to concentrate the effort on having NO SHAPE.
IT’s very difficult to live this philosophy. I’m
having difficulties myself… the shapes of “my kind of professional work” or “the
best type of teacher” or “what is expected”, is a very difficult obstacle to
FLOW with.
I shall try to talk more about the way Martial Arts and Professional Life can conciliate one with another... philosophically speaking.
I shall try to talk more about the way Martial Arts and Professional Life can conciliate one with another... philosophically speaking.
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