quinta-feira, 11 de setembro de 2025

Fascismo, Nacional Socialismo e Comunismo faces diferentes da mesma moeda...

 Após ter lido sobre mais uma agressão num metro, e mais um assassinato de uma personalidade pública, senti necessidade de fazer jus a uma das liberdades que as Constituições Nacionais têm tendência a apregoar, e escrever algo sobre o assunto. 

A liberdade de expressão: Artigo 37º - liberdade de expressão e informação.
Rodeados por jornais e média cada vez unilaterais e encomendados por ideologias especificas e privadas, 
ter a informação toda e isenta, deixa de ser um fator fácil de acontecer. 

Curiosamente uma constante pouco admitida e pouco falada dos regimes totalitários. E é aqui que entra a razão para eu iniciar este desabafo. 

Embora o fascismo, o nacional-socialismo e o comunismo se apresentem como ideologias distintas, todos compartilham um traço essencial: a supremacia do Estado sobre o indivíduo. São faces de uma mesma moeda autoritária, que rejeita a autodeterminação popular e perpetua o controle das massas por uma elite dirigente. Onde está a revolução?

Onde está a anulação das classes e a igualmente entre cidadão? Não está, o Povão é sempre igualmente pobre e só uns poucos lucram com isso. Eu explico.


1- O Estado como entidade absoluta

Todos esses sistemas colocam o Estado como centro da vida social, política e moral:

  • Fascismo (Mussolini): “Tudo no Estado, nada contra o Estado, nada fora do Estado.”
  • Comunismo (Estaline): O Estado controla a produção, a imprensa, a educação, e elimina qualquer oposição.
  • Nazismo (Hitler): O Estado é o guardião da raça e da nação, com poder total sobre os cidadãos.

Em todos os casos, o Estado não é um reflexo da vontade popular, mas um instrumento de dominação, que molda o indivíduo segundo os interesses da elite.


2- O Partido Único e o culto ao líder

Esses regimes aboliram o pluralismo político e criaram cultos de personalidade:

Regime

Partido Único

Líder como figura quase divina

URSS

Partido Comunista

Estaline como “Pai dos Povos”

Itália

Partido Fascista

Mussolini como “Duce”

Alemanha Nazi

Partido Nazista

Hitler como “Führer”

O Estado torna-se inseparável do líder, e o povo é reduzido a massa obediente. E nem estou a procurar outros países, nem outros exemplos, talvez por preguiça de ouvir o mesmo tantas e tantas vezes: Coreia do Norte, China, Cuba, VietNam, Laos, Venezuela, Nicarágua, São Vicente e Granadinas, Bielorrússia, Rússia, tristemente até o próprio Brasil .   

  

3- Repressão e vigilância

Todos os regimes usaram polícia secreta, campos de concentração ou gulags, censura e propaganda:

  • NKVD na URSS, Gestapo na Alemanha, OVRA na Itália.
  • Controle total da imprensa, da arte, da educação.
  • Eliminação de dissidentes, minorias e “inimigos do povo”.

O Estado não protege o cidadão — protege-se de qualquer ameaça ao seu monopólio de poder.


4- A falácia da liderança necessária

A ideia de que “o povo nunca pode viver em anarquia sem liderança” é uma narrativa construída pelos próprios regimes autoritários para justificar o controle. Mas pensadores como:

  • Bakunin defendiam que a ordem pode surgir da cooperação voluntária.
  • Kropotkin via a solidariedade como base natural da sociedade.

A liderança centralizada não é uma necessidade — é uma imposição histórica que serve aos interesses de quem detém o poder.


Elementos comuns entre Comunismo, Fascismo e Nacional-Socialismo

Resumindo das análises :

  • Centralização extrema do poder: Um partido único, um líder supremo, e nenhuma oposição permitida.

  • Culto à personalidade: Estaline, Hitler, Mussolini, Kim Jong-un — todos elevados à condição de figuras quase divinas.

  • Supressão das liberdades individuais: Censura, perseguição política, vigilância, campos de trabalho ou concentração.

  • Propaganda e manipulação das massas: Uso sistemático de símbolos, slogans e controlo da educação.

  • Economia dirigida ou controlada pelo Estado: Seja pela planificação comunista ou pelo corporativismo fascista.

  • Militarização da sociedade: Exaltação da força, disciplina e obediência como virtudes cívicas.


Assim, estamos a ser enganados por duas ideologias que utilizam ideias "diferentes" para terem os mesmos resultados. Com dois lados a digladiarem-se, quase a degolarem-se por pensarem diferente, cujo objetivo é o mesmo. 

A Esquerda diz os maiores disparates. Faz as maiores estupidezes, apoiando forças que são contra os seus valores. Os media e serviços de informação ampara-lhes os golpes, concordando e apoiando. 

Os defensores de ideias de Direita ou até Conservadores são atacados, são mortos e enxovalhados, com a aprovação desses média e serviços de informação. 

Os Islâmicos protegidos e amparados pelos povos mais evoluídos e ricos, mesmo tendo ideais postos. 

Os cristão vão sendo mortos e eliminados em diversos países, sem o assunto ser abordado sequer em praça pública. 


Que mais posso eu dizer? 




terça-feira, 25 de setembro de 2018

Carta de desabafo

Tenho lido muita coisa da batalha entre o Governo eleito e os Sindicatos de Professores sobre os direitos dos Professores, retirados ou congelados pelo Governo de José Sócrates. Mas não me vou meter pelos caminhos tortuosos, dos juízos de valor, sobre o próprio José Sócrates e o seu direito, hombridade e edonidade para congelar os direitos seja de quem for.

Fui sindicalizado, antes ainda de ser trabalhador. Inscrevi-me num Sindicato (que não acho necessário referir), no inicio do meu ultimo ano do curso (lá pelos anos 1996/1997), ainda nem recebia ordenado. Depois comecei a trabalhar e estive assim durante 10anos... fui a congressos e comícios, fui Dirigente e Delegado Sindical, sem nunca ter faltado às minhas funções de Docente para desempenhar as minhas funções de "sindicalista".

Entretanto DESISTI, quando me disseram: "Não te preocupes com o congelamento... é temporário."

Durante os 9anos que o Governo Sócrates me congelou:
- Fui Coordenador de Estabelecimento;
- Fui Coordenador de Departamento;
- Fui Professor de PIEF;
- Lecionei todos esses anos;
- Gastei gasóleo todos esses meses (durante anos fazia mais de 140kms/dia);
- Paguei portagens todos os dias;
- Tive sonhos que fui construindo e congelando, à espera de dias melhores;
- Ajudei Polícia a algemar ex-alunos PIEF (largados na rua, quando o Projeto acabou);
- Fiz frente a adultos ciganos, defendendo crianças africanas;
- Fui perseguido por esses adultos e amigos, desprotegido da Lei Portuguesa;
- Fui a tribunal testemunhar tudo o vi e que fiz;
- Transitei alunos e reprovei alunos, faltei o mínimo e muitas vezes fui trabalhar doente;
- dos 20 anos que vivi e trabalhei... eles só querem contar 10anos e uns meses...

É por tudo isto que se luta e que se pede o descongelamento.
Por favor, se perceberam, partilhem ou então expliquem a quem tem dúvidas, sobre qual a razão da luta dos Professores e não se percam na avaliação do outro Sindicalista que trabalhou 10anos e sindicalizou 22anos... porque enquanto ele faz isso... um ex-1º-ministro que provocou tudo isto, recebeu dinheiro duvidoso e ainda hoje tem direito de antena nos midia.

Abraço

segunda-feira, 28 de maio de 2018

Liderança pelo Exemplo

Já desde o tempo de Salazar que o Povo Português deixou de ter um exemplo de liderança politica, como algo que era constituído por uma imagem de Verdade, Coragem, Capacidade e... Exemplo. Se fazia parte da propaganda ou não, pouco interessa, o que interessa é que as pessoas olhavam para os seus lideres com uns olhos que hoje em dia, nos nossos políticos, vemos tudo MENOS ISSO. Notava-se uma preocupação em que qualquer líder tinha de ser um exemplo de "Pai da Nação" e assim se regiam até mesmo os lares familiares.

Também nas escolas Portuguesas se seguiam esses exemplos... As próprias localidades tinham um Padre, um Professor (normalmente Srª Professora) e mais um ou outro magistrado que seriam as Autoridades imaculadas daquela localidade. Nos tempos antigos, era uma vergonha se um Líder fosse encontrado em falta, ou a mentir, ou a enganar fosse quem fosse. Entrava em desgraça porque mais ninguém acreditaria nele e, naquele tempo, a PALAVRA era muitas vezes a única e mais importante riqueza que qualquer um poderia ter. Podia até namorar com a sobrinha do padre e ser casado, mas todas a gente sabia e não precisava de mentir... enfim. Entra o 25 de Abril, e cedo se começa com a aceitação de uma mentirazinha aqui, recebe-se um perdãozinho ali, e a situação foi crescendo:
- A ponte Salazar afinal era 25 de Abril e toda a gente aceitou... ou era fascista também
- Os livros da propaganda terão de ser queimados e toda a gente aceitou... ou então era fascista também.
- Criaram-se as frases feitas e fáceis de decorar: "Fascismo nunca mais.", "O Povo é sereno.", "Queres Salazar vai ter com ele...", "Passei muita fome durante a Ditadura... mas nasci em 76.", etc etc etc.
Todas estas evoluções socais e culturais, foram crescendo até chegarmos ao "Método Socrático" de fazer politica... mas disto não quero falar... HOJE.


Entretanto, na Educação, criaram-se os Directores para assumir a "divina" tarefa de comandar os Agrupamentos de Escolas. Agrupamentos esses que entretanto deixaram de ser constituidos por Conselhos Executivos em que toda uma equipa assumia responsabilidades mas passou a ser uma só pessoa a ter a noção de que a responsabilidade do que corresse mal seria exclusivamente sua. Isto leva-os a não confiar nos seus subalternos, a não delegar tarefas e a concentrar em si a maioria das tarefas... Logo aqui, o que resulta é uma total INCAPACIDADE, INCUMPRIMENTO, INSUCESSO, INSTABILIDADE, etc. Para além disso, nem sempre um Director se faz rodear pelos mais cumpridores e mais competentes, mas sim pelos "lambe botas" e pelos "obedientes sem opinião", mais um prego no caixão desta forma de liderança.


Há uns anos atrás, depois de algumas experiências como "Líder" e de muitas mais experiências como "Liderado", decidi debruçar-me sobre isso e escrever algo que achei interessante:

- Primeiro no texto de O a-b-c-do-bom-coordenador de 15 de Janeiro de 2010

- E mais tarde no texto Não-ter-perfil-para-o-cargo, já em 2015 mediante a observação de novos factos.


A minha forma de pensar limita-se à ideia que um Líder deve saber liderar e não saber mandar, concentrando em si todas as tarefas, e depois não conseguindo cumprir nenhumas decentemente:
- Não deve pressionar os seus subalternos a cumprirem aquilo que ele próprio não está a conseguir fazer cumprir. Mais do que ser competente a fazer as coisas, um líder deve saber dar o exemplo e inspirar os seus subalternos a darem o melhor de si.
- Deve libertar os seus companheiros/subalternos para que cumpram as suas tarefas com segurança no que estão a fazer, com meio palmo de testa para pensarem no resultado final e assim poderem defender as suas decisões e tomá-las em consciência.
- Delegar neles tarefas que o ajudem a ter sucesso nas suas funções. Pensar antecipadamente nas situação que precisam de ser preparadas e não funcionar só à base do momento presente, que só vai causar pressão, pressa e descontentamento nas pessoas, culminando em maus resultados finais.

Mas sobretudo e talvez seja a mais importante das preocupação... nunca, mas NUNCA, recorrer à mentira para se desculpar e para justificar as suas atitudes. Os Bancos mentem, os Políticos mentem, os Imobiliários mentem..


A MENTIRA está tão entrosada na nossa sociedade, que quando nasce com pénis, a criança já vem a dizer que é menina e que tem direito a mudar de sexo... mas isso, é assunto para outro dia.

domingo, 23 de julho de 2017

Vira-se uma página com mais de 15 anos

Estávamos em setembro de 2001, numa altura em que "Setembro" ainda se escrevia com "S" maiúsculo e "Ano Lectivo" ainda tinha o velho "C" da nossa herança latina. Eu já tinha passado por duas experiências de vida como Professor: uma a nível de 2.º ciclo como Professor de E.V.T. (Educação Visual e Tecnológica) e outra a nível de 1.º ciclo como Professor de Apoio Educativo no Agrupamento Vale do Sorraia, uma colocação resultante de uma permuta com outra docente, que me pediu encarecidamente que trocasse com ela... afinal, ela já tinha estado naquela escola e não queria lá voltar (já comecei bem). Com o tempo e o decorrer do ano, vim a perceber, que naquela escola tinha havido uma Professora a agredir outra Professora, em frente à turma, acontecimento que levou a uma Inspeção... naquela altura chamava-se Inspecção... a qual eu tive de suportar, mesmo não sabendo de nada, nem tinha a ver comigo e logo perdi a minha "virgindade" no contacto com Inspectores da IGEC. Curiosamente uma coisa que se tornou hábito na maioria dos anos que se seguiram.

Chegou o momento de saber as nossas colocações e eu começo logo por receber a feliz noticia de ter ficado no Quadro de Zona Pedagógica de Lisboa... logo numa escola que eu nunca tinha ouvido falar, mas que ficava lá para os lados de Loures. Uma aldeizinha chamada de Apelação. Um local protegido da lepra que assolava Lisboa, durante o reinado de D.Fernando, acontecimento graças ao qual ganhou o nome de "Apelação", por ter sido ouvido o apelo ao divino feito pela população.

Não haviam smartphones com GPS e perto de anoitecer, meti-me à estrada na velhinha StarVan1.8D branca comercial, comprada às pressas em 6ªmão com 180.000kms (certamente imaginários), por causa da necessidade de um carro a Diesel para me levar para as escolas. O velhinho Corolla DX 12valve, não merecia sofrer aquele esforço todo, sobretudo com o investimento no Tuning & CarAudio que lá tinha dentro.

Começo bem a minha chegada à Apelação, logo atravessando o bairro da Quinta da Fonte por engano, com uma grande maioria dos seus habitantes à porta dos cafés ou vagueando pelas ruas... nem sabia que, naquele tempo, não era normal nem aconselhável um estranho, branco, passar pelo bairro de noite sem consequências. Chegado à escola, faço o reconhecimento do terreno, para descobrir qual o melhor caminho de volta à A1.

- "Amanhã virei para aqui." - era a frase que mais me varria os restantes pensamentos da mente.
Não sabia o que me esperava, mas depois de lidar com o que eu tinha lidado na Azervadinha de Coruche, achava-me pronto para qualquer coisa, qualquer turma, qualquer desafio... estava tão enganado.

(continua)

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Reativação do BLOG

Olá leitor:
Durante muitos anos pensei que poderia criar um blog com o objetivo de largar os meus pensamentos e desenhos, imortalizando-os da forma mais simples, através da internet. Não interessa se alguém lê, só interessa que estejam arquivados num local público em vez de ser fechados num caderno, como sempre estiveram. 

Objetivamente um blog só é bom conforme a quantidade de pessoas que o lerem, não importa ter belos escritos e belas bandas desenhadas se ninguém as ler. Mas essa não será a minha prioridade.


Por outro lado, durante muitos anos da minha vida, tive várias festas de casamentos, vários jantares, várias rodas de amigos em que passei horas a contar histórias que vivi ao longo da minha profissão e notava na atenção de quem me ouvia, e não mês desfazendo, ter episódios que metem "desarme de pistola", "desarme de ponta-e-mola", "apanhar mesas no ar, arremeçadas por alunos", entre tantas outras, não são coisas que se devam deitar fora e enterrar na memória de um único mortal.

E então assim foi, decidi reavivar este Blog, com meus episódios... aquele Livro que nunca escrevi, a Árvores que nunca plantei, ou o Filho que nunca tive (que eu saiba).

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