domingo, 7 de junho de 2026

“O mito do professor de férias — e a verdade que ninguém quer ver”

 Infelizmente esse foi o "mito" vendido durante anos pelos próprios Professores, que pela boca pagaram o excesso de caganças. A frase dos “bons ordenados” fazia sentido… nos anos 80, desde lá tem sido um fuzilamento constante.

“Entre equações e relatórios, o professor português vive num calendário que se estendeu e num trabalho que se multiplicou. 
A imagem resume o que as estatísticas não mostram: concentração, exaustão e dedicação silenciosa.”

Por causa de tanto falarem, a sociedade foi-se virando contra a classe, diminui-se o tempo fora da Escola, passámos a "Tomar conta de crianças" em vez de "Ensinar" de forma coerente e melhor preparada. Alturas em que poderíamos estar em casa a preparar aulas, a instruir-nos ou em formação, ou até a recuperar da barulheira do dia-a-dia, passaram a ser obrigatoriamente cumpridas na Escola.

Então vamos ver: o calendário letivo aumentou desde 1974 (aos poucos), de cerca de 36 semanas, para as 37–38 de hoje; maior carga curricular e necessidade de mais tempo letivo para cumprir programas; escolaridade obrigatória passa para 12anos (mais alunos, sem vontade e a quererem Cursos Profissionais); tal como os ordenados de Professores sempre abaixo da média da OCDE no salário inicial e no topo da carreira; congelamentos de carreiras, excesso de burocracia, falta de condições nas escolas, envelhecimento da classe, horários sobrecarregados, exames nacionais, provas Mod.A, preocupações com a imagem perante a Europa (questionários e mais questionários, números e excels); avaliação externa e interna → mais reuniões, relatórios, grelhas, instrumentos; tutorias, vigilâncias e projetos; Professores trabalham 45–50 horas semanais (dados OCDE), apesar de o horário oficial ser 35 - correção de testes termina no último teste corrigido não interessa a que horas e quanto tempo demora a decifrar cada teste.

E já que a IA está na moda, aqui vai um resumo feito pelo COPILOT:
1. O calendário escolar aumentou:
Antes: 7–8 meses úteis (outubro–maio).
Hoje: 9–10 meses úteis (setembro–junho).

2. A carga horária docente aumentou ainda mais:
Mais horas letivas (22 semanais - no 1.ºciclo e monodocência 25semanais).
Muito mais horas não letivas (11 formais + 10–15 invisíveis).
Mais burocracia, mais plataformas, mais reuniões, mais apoios.

3. A complexidade do trabalho explodiu:
Mais ciclos, mais diversidade de alunos, mais exigências legais.
Mais relatórios, mais avaliações, mais vigilâncias.
Mais tarefas fora do horário escolar.

“Ser professor é ter estabilidade relativa, salário médio, enorme carga de trabalho invisível e responsabilidade social gigantesca.”

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